Na esquina da Rua Honório, para os que chegavam à cidade estava lá, impetuoso e presente aos olhos de todos que não possuíam nenhum problema de visão. O prédio da tal academia que movimentaria quase sessenta por cento da renda da cidade. Lançava dúvidas deveras aos moradores que não sabiam exatamente de que tipo de comércio se tratava.
Depois de inaugurada os assassinatos diminuíram. Então, restava acreditar que algum tipo de monastério funcionava ali, treinando caçadores peritos à arte de matar seres já não muito bem vindos a luz do dia.
Era um prédio bonito e branco. Muito bem conservado, apesar, de que nunca se via nenhum trabalhador no local. Nem jardineiro, e, nem som. Era difícil acreditar que lá dentro existiam adolescentes, como era proposto pela prefeitura da cidade quando inaugurado às vésperas do dia mais horripilante da cidade.
O dia oito de março era marcado pelo assassinato de Rose, a freira que foi encontrada falecida há um pouco mais que um quarteirão de sua casa. O corpo da moça parecia não ter sido violado de outro modo se não no pescoço por dois pequenos furos discretos. Sem sangue nenhum, e, no rosto uma tranqüilidade tamanha, como se fosse acordar de seu sono dias depois. Claro que o fato de um dos moradores ter avistado-a saindo do tumulo de sua família fazia apenas parte das lendas urbanas que rondavam a região.
O psicopata precisava parar um dia. E parou. Alguma coisa fez com que ele parasse. E a data de inauguração da academia podia ter alguma ligação, afinal, a prefeitura parecia ter começado a trabalhar de forma incessante, depois da morte da garota, e, dias depois inauguravam um orfanato, fechado, ao invés de proporem solução aos fatos ocorridos durante as “meias-noites” do município.
Grama sempre feita. Janelas muito bem fechadas sem basculante. Sem som. Sem adolescentes. Era realmente difícil acreditar na hipótese de existirem pessoas naquele lugar. Mas os fatos se contradiziam o tempo todo. Alguém conseguia manter aquele lugar sempre em ordem.
Verudia teria se tornado então a maior fonte de renda da cidade, sem nem se quer os moradores saber do que se tratava tal estabelecimento. Poderia ter relação com alguma sociedade secreta de milionários da região. As teorias iam desde orfanato de monges magos caçadores de vampiros à crianças albinas filhas da alta sociedade sensíveis ao sol. A juntar os acontecimentos com o que acontecia tudo com respeito a vampiros parecia aos moradores, teorias muito mais convincentes.